Palavras Domesticadas

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Preciosidades em Vinil - Live In London - Deep Purple


Já há algum tempo eu andava atrás de um álbum ao vivo do Deep Purple, chamado Live In London. Esse disco foi lançado em 1982, quando a banda estava inativa. A gravação, porém, é de 1974, quando o Purple vivia seu auge. Esse disco é um verdadeiro petardo, e traz o vocal de David Coverdale, na vaga aberta por Ian Gillan. Substituir Gillan foi uma grande responsabilidade, e Coverdale se saiu muito bem no período em que segurou os vocais do Purple. Para falar do disco, transcrevo uma crítica que saiu na revista Pipoca Moderna, de outubro de 1982, escrita por um jovem crítico chamado Paulo Ricardo Medeiros, que anos depois ficaria conhecido como vocalista e compositor do RPM. Eis a crítica:
“Para muitos, a melhor banda de heavy metal. Músicos exímios e talentosos, quase todos ainda na estrada, o Purple, como grupo, ainda deixa muitas saudades. Especula-se constantemente sobre uma possível reunião, e se há algum supergrupo cuja volta possa realmente vir a concretizar-se, é o Purple. E a indústria fonográfica põe lenha na fogueira, de quando em quando lança um novo tape. E, surpreendentemente, Live In London é o melhor álbum ao vivo do Deep Purple. Existem discordâncias quanto à melhor fase da banda. Gillan e Glover, bradam alguns, Coverdale e Hughes, urram outros. Eu prefiro os dois. Ou os quatro. Mas, nesse disco, foi a vez de Coverdale/Hughes. Gravado em 25/5/74 no Kilburn State Gaumont, numa promoção da BBC, foi remixado em sistema quadrafônico e ficou do caralho. Abre com “Burn”, e emenda com uma vigorosa “Might Just Take Your Life”. A seguir, “Lay Down, Slow Down”. Blackmore brinca um pouco na introdução da melhor versão de “Mistread” que já pintou. Enxutíssima, fecha o lado A querendo mais. (O álbum é simples). No lado B, a apresentação que faltava, com Jon Lord apontando um por um. “And you”, gritam. Ele responde: “My name is Rick Emerson”. “This a number from Machine Head”. Blackmore puxa “Lazy”, mas a música é “Smoke on the Water”. Após o solo de John Lord, ele e Glen Hughes (acho linda sua voz) fazem, com muita emoção, o momento mais lírico do disco, culminando apoteoticamente com “Jesus, Alegria dos Homens” e emendando com “You Fool No One”, tudo com fluidez e musicalidades impressionantes. Outras mil e uma ainda ocorrem ainda nessa faixa, que encerra o lado como começou: “Lazy”. Pra não me estender, confirmo, o melhor álbum ao vivo do Deep Purple. Caiam de boca.”
Esse disco faltava em minha coleção. Nem pra baixar eu encontrava. Recentemente, um velho colega de turma dos tempos do vestibular, sabendo que coleciono discos de vinil, me comunicou que está vendendo sua coleção. Quando fui a sua casa ver seu acervo, encontrei essa pérola, em ótimo estado. Dentre outras preciosidades que comprei, levei esse ítem que faltava em minha coleção do Deep Purple. Junto com ele também levei outro da banda, que eu ainda não tinha: Stormbringer.

4 comentários:

  1. É isso mesmo cara! Sabado de madrugada, 11/12, curti todo o Made in Japan do Purple, e programei para a madrugada desse próximo sábado, 18/12 a audição do Made in London. Realmente a musicalidade desses caras nessa formação está muiro acurada. A dobradinha de voz de Coverdale e Hughes devia servir de exemplo para os serta"nojos" gritões que andam por aí. Sou louco pelo Deep Purple. Parabéns por esse seu post.
    abraços
    Luis Freitas - Guaiba/RS

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  2. Eu tenho um CD desse disco que é uma preciosidade, ele é uma edição Japonesa, e aqueles burros amusicais colocaram no rótulo do cd uma foto do Tommy Bolin.
    Luis Freitas

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  3. Valeu, pessoal. Sem dúvida esse é um grande disco, e merecia entrar na série de minhas preciosidades em vinil.
    Um abraço

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  4. Casualmente encontrei ele na feira do Bixiga por 22,00 em bom estado HOJE DIA 19 DE DEZEMBRO.. Não comprei pois já estava com a cota estourada.

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